Projeto Grafite – 3º ano manhã

Dando continuidade ao nosso projeto, lemos uma reportagem de 2009 da Revista Zás, sobre a vida do grafiteiro famoso Basquiat. Interpretamos o texto e discutimos sobre ele. Você pode se informar também lendo abaixo:

 

BASQUIAT: com ele o grafite alcançou o status de arte

O grafite está em alta. De arte de rua, saltou para as galerias e, destas, chegou aos museus. […] Se o grafite despontou em meio à cultura marginalizada e atingiu o status de arte, deve isso em grande parte à figura de Jean-Michel Basquiat.

Um dos pioneiros da chamada street art e, certamente, o mais célebre grafiteiro de todos os tempos, Basquiat tornou-se lenda ao passar feito meteoro pelo cenário artístico de Nova York e revolucionar o modo de ver a pintura nos Estados Unidos da América. Apadrinhado por Andy Warhol, pai da pop art, com quem compartilhou amizade e até mesmo a produção de vários trabalhos, Basquiat começou a pintar telas, e, de mero pichador, passou a ser considerado representante privilegiado de uma escola chamada neoexpressionista.

Apesar de ter nascido e crescido em Nova York, a cultura latina estava muito presente na formação de Basquiat, especialmente por ter vivido em Porto Rico entre os 15 e 17 anos de idade, após o divórcio dos pais. Em 1976, de volta à cidade natal, tentou, mas não conseguiu se adaptar aos estudos formais. Abandonou a escola, saiu de casa para morar com amigos, e passou a pintar camisetas, que vendia nas ruas. Foi nessa época que, junto com o artista gráfico Al Diaz, começou a espalhar grafites nas paredes, portas, nos muros e metrôs da cidade.

Embora não dominasse técnicas do desenho clássico, o grafiteiro criou um estilo figurativo próprio. Suas pinturas, presentes em lugares inusitados, logo causaram forte impacto, chamando a atenção da imprensa. Sua carreira estava começando. Em apenas três anos, de 1982 a 1985, os trabalhos do artista conquistaram compradores e ganharam espaço em importantes galerias e museus dos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Alemanha e Japão.

A fama trouxe dinheiro e convívio com pessoas famosas, foi quando conheceu Andy Warhol, que ofereceu a ele espaço e material de trabalho, além de ajudá-lo a divulgar sua arte. Com isso, a vida de artista marginal estava definitivamente encerrada.

A arte de Basquiat, feita de rabiscos, escritas enigmáticas, pinceladas rápidas e nervosas, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados ou mascarados, prédios, carros, cenas da vida urbana, ícones negros do boxe e da música, sempre em telas grandes e cores muito fortes. O homem negro, em meio a composições caóticas, é uma constante em seus trabalhos, talvez como forma de expressar o sentimento de exclusão, que, ao que tudo indica, carregava na alma.

A partir da morte do amigo e protetor Andy Warhol, em 1987, tornou-se depressivo, fato que se refletiu em suas pinturas. Basquiat começou a abusar do consumo de drogas. Em agosto de 1988, morreu antes de completar 28 anos de idade. A partir de então, obras do acervo do artista estiveram presentes nas mais importantes mostras de arte do mundo.

No Brasil, Basquiat foi homenageado com uma sala especial na 23ª Bienal de São Paulo, em 1996, e com uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 1998.

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2 Respostas para Projeto Grafite – 3º ano manhã

  1. Somos a Raissa e a Maria da turma das lendas e nós gostamos muito de estudar o grafite!!

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